sábado, 10 de fevereiro de 2018

VAMOS PULAR CARNAVAL, MAS COM O PÉ NA CRÍTICA !


VAMOS PULAR CARNAVAL, MAS COM O PÉ NA CRÍTICA!


POSSIBILIDADES E DESAFIOS DA PEDAGOGIA HISTÓRICO CRÍTICA NA PRÁTICA PEDAGÓGICA



POR MARLI  DIAS RIBEIRO



Olá lá, lá ô, ô, ô, ô, ô mais que calor ooooo....


Estamos em festa no Brasil. Chegou o carnaval e brincar, festejar, requer de nós uma postura crítica. Diversão e alegria são obviamente desejadas nesse período, mas nossos jovens estão educados para olhar criticamente esse movimento cultural? 
Essa   frase nos convida a uma profunda reflexão. “A aprendizagem do conhecimento supõe uma estrutura cognitiva já existente na qual o aluno, o jovem e nós, possamos nos apoiar; caso este requisito não esteja dado, cabe ao educador prover”, (SAVIANI, 1991). A pedagogia proposta por Demerval Saviani faz uma grande aposta na postura, na formação e na capacidade que nós docentes temos de transformar a educação em possibilidades reais.
Formar-se é um movimento que faz parte da prática educativa. Na pedagógica crítica indicada por Saviani ( 1991),  a superação de práticas difusas, fragmentadas rumo a uma ação voltada à construção do conhecimento inserido no contexto do aluno e do professor, e também, voltado às suas necessidades e realidades sugerem que todo planejamento da escola tenha relação direta da teoria e da prática. Uma conscientização do saber mostrada por Freire (1981). Não serve apenas, no carnaval, recortar confetes e máscaras na escola, a proposta deve superar a simples repetição de tarefas. Por que o carnaval existe? Quando e de que nos serve? Ele é importante, aqui em nossa realidade? O questionamento é fundamental. Assim, para Freire (1981), pensar na ação transformadora necessária ao fazer pedagógico é uma chamada clara à ação-reflexiva da prática e o descarte ao comodismo e à apatia.
Quando abraçamos uma abordagem Histórico crítica nos baseamos numa difusão dos conteúdos universais que são incorporados pela humanidade, em um método que parte de uma relação direta da experiência do aluno confrontada com o saber, aluno como protagonista, professor como mediador, aprendizagem baseada nas estruturas cognitivas, e uma escola para a transformação social.
Quando incentivamos e buscamos uma ideologia Histórico crítica procuramos orientar nossas práticas em princípios e fundamentos tais como:

Interdicisplinaridade           e        Contextualização;
Transversalidade   e      Unicidade entre teoria e prática;
Avaliação formativa   e    Educação para a Diversidade;
Educação do Campo
Cidadania e Educação em e para os Direitos Humanos e 
Educação Integral.

Acervo pessoal


Muitas são as possibilidades, entretanto estamos cientes que existem as adversidades. Precisamos conhecer para melhor planejarmos como avançar nos desafios. Alguns deles estão inseridos em nossas rotinas seja no excesso de demandas apresentadas à escola, o que Antônio Nóvoa denomina de “transbordamento da escola”, faz com que esta deixe de realizar a práxis pedagógica, ainda, no currículo “turístico” pautado por datas comemorativas, exames internos e externos, livros didáticos, apostilas. Em outros casos, presentes no excesso de projetos sem relação com os objetivos de aprendizagem dos (as) estudantes e além desses a falta de conhecimento sobre o currículo e ausência de planejamento na escola de conhecimento sobre particularidades, identidades, culturas, valores e experiências locais e regionais.
Ao escolhermos ultrapassar o bloco do desafio nesse carnaval nossa ação e nossa reflexão poderá festejar com a clareza de que nossa verdadeira festa, irá desfilar em fevereiro de carnaval e presentear nossos alunos com um processo de ensino aprendizagem crítico e transformador na chegada do papai Noel.  Olá lá, lá ô, ô, ô, ô, ô mais que calor ooooo....

SAVIANI, D. Pedagogia Histórico-Crítica: primeiras aproximações. Campinas: Autores Associados, 1991.

FREIRE, P. Educação e Mudança. Paz e Terra. Rio de Janeiro, 1981.


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