terça-feira, 16 de janeiro de 2018

EI EDUCADOR, VOCÊ SABE O QUE É O PISA?




EI EDUCADOR, VOCÊ SABE O QUE É O PISA?



Marli Dias Ribeiro



    Não estou falando da torre de Pisa. Aqui o assunto é o Programme for International Student Assessment (Pisa) – Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – É uma avaliação comparada entre vários países, aplicada de forma amostral a estudantes matriculados a partir do 8º ano do ensino fundamental na faixa etária dos 15 anos, idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica sendo obrigatória na maioria dos países. Essa exame avaliativo é coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), havendo uma coordenação nacional em cada país participante. No Brasil, a coordenação do Pisa é responsabilidade do Inep e acontece a cada 3 anos.
    O objetivo do Pisa é produzir indicadores que contribuam para a discussão da qualidade da educação nos países participantes, de modo a subsidiar políticas de melhoria do ensino básico. As provas são de três em três anos e incluem conhecimento – Leitura, Matemática e Ciências – havendo, a cada edição do programa, maior ênfase em cada uma dessas áreas. 

    O Brasil participa do PISA desde do ano 2000. No ano de 2015 o exame testou cerca de 540 mil estudantes de 15 anos de idade de 72 países. Nas três áreas avaliadas, ciências, leitura e matemática, os estudantes brasileiros tiveram desempenho abaixo da média da OCDE. Entre as 72 nações, o relatório mostrou o País na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática. Em ciências, os alunos brasileiros obtiveram 401 pontos contra 493 pontos da média da OCDE, em leitura, 407 pontos ante 493, e em matemática, 377 pontos contra 490.
      Em 2018, o INEP  13 mil jovens participaram das provas e os resultados saem em 2019. Um dado relevante é que segundo o INEP:

 o foco do Pisa 2018 é Leitura, essa área do conhecimento teve mais questões a avaliação.  A proposta para esta área foi de analisar o conhecimento dos estudantes tendo como base a diversidade de um mundo globalizado, incluindo as habilidades de leitura necessárias, na atualidade, para crescimento individual, sucesso educacional, participação econômica e cidadania.


    Especialistas atribuem que o baixo rendimento dos alunos está associado a um conjunto de fatores tais como baixo investimento na educação, má qualidade, pouca valorização na formação docente, infraestrutura precária em muitas escolas, alta taxa de reprovação e evasão. Apesar de estarmos colocando muitos alunos na escola ainda pecamos quando o quesito é qualidade.

     Temos muito a fazer para levantar essa torre e evitar que ela caia de vez. Não percamos a esperança...








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